O escritor americano Philip Roth é um dos mais importantes nomes da literatura mundial contemporânea. Autor de obras consideradas sublimes e primorosas, como “Complô contra a América”, “Homem comum” e “Adeus Columbus”, ele concedeu uma entrevista imperdível à Folha de S.Paulo, publicada na edição desta quinta-feira. Roth fala de seu contato com a literatura brasileira e afirma que a América é um paradoxo. “Esse país é uma mistura de multidões e há muita sutileza, há uma sociedade de pessoas autoquestionadoras, inteligentes e intelectualmente sofisticadas”, “afirma. É claro que a maioria é burra, mas quando alguém de fora fala da América, eles estão falando sobre nosso mínimo denominador comum, talvez o mais óbvio, mas há muitas Américas”.
Para Roth, escrever é uma questão
de invenção, não de sentimentoPrincipal escritor norte-americano vivo diz que não
julga seus personagens e compara Machado a BeckettNOEMI JAFFE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM NOVA YORK
Um e-mail sobre a impossibilidade de conseguir uma entrevista, comparando-a à impossibilidade própria da literatura, fez com que Philip Roth aceitasse ser entrevistado, ele que raramente aparece em público. Um senhor alto, magro, que se mantém infenso a qualquer proximidade, Roth tem como resposta pronta: não. Não: a América não é um país de pessoas planas e convictas. Mas, ao mesmo tempo, não: na América, há muita gente atrasada. Com memória e inteligência monumentais, apesar da postura defensiva, Roth disse o quanto admira Machado de Assis, que comparou a Beckett, que a literatura não é feita de sentimentos, falou sobre seu último livro lançado em junho no Brasil, “Fantasma Sai de Cena”, e disse também não ter “um único osso religioso” no corpo. Em março do ano que vem, a Companhia das Letras lança no Brasil o novo romance do escritor, “Shop Talk”, ainda sem título em português.





Saiu nesta segunda-feira, no mercado europeu, o novo single da banda inglesa The Verve. Trata-se de “Love is noise”, o mais recente petardo da gloriosa trupe liderada pelo cantor Richard Ashcroft. 
