9 Julho, 2009

Finis Africae

A sofisticação de uma banda clássica dos anos 80


por Olímpio Cruz Neto

A formação original do Finis Africae, com Rodrigo Leitão, de óculos escuros. (Foto: Divulgação)

A formação original do Finis Africae, com Rodrigo Leitão, de óculos escuros. (Foto: Divulgação)

Uma das bandas mais interessantes da safra oitentista brasiliense, o Finis Africae nasceu em 1984. Nessa fase inicial, foi formada por José Flores (guitarra), Rodrigo Leitão (vocal), Neto Pavanelli (baixo e teclados) e Ronaldo Pereira (bateria). A banda colheu o que havia de mais sofisticado no rock inglês – Joy Division, Bauhaus, Siouxie and The Banshees e The Cure, principalmente – para fazer um som sofisticado e melodioso, com destaques para as texturas de guitarra e um baixo sinuoso.

O grupo seria incluído no rol das bandas dark, um rótulo excessivamente idiota, criado naquela época por parte da mídia para classificar as bandas identificadas com o som gótico, que dominava a cena roqueira inglesa e européia. O nome Finis Africae surgiu de um clássico da literatura contemporânea: Em Nome da Rosa, do escritor italiano Umberto Eco, depois transformado em filme estrelado por Sean Connery e Christian Slater.

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9 Julho, 2009

Mais Talese

Gay Talese é um dândi, mas um jornalista que mantém salutar distância do poder. Em palestra no Masp, em São Paulo, na terça-feira, o veterano jornalista, pai do chamado new journalism, fez uma observação astuta sobre mídia e poder: “Os filhos dos jornalistas estudam na mesma escola que os filhos dos políticos”. Para ele, hoje os jornalistas estão muito perto do poder.

Curioso é que Talese está falando da mídia americana. Se ele conhecesse a nossa realidade mais de perto, ficaria estupefato com a subserviência e o servilismo de alguns coleguinhas que acompanham a Corte, aqui em Brasília. De fato, neste país, o jornalismo esteve sempre a soldo dos que estão no poder, contentando-se com as migalhas jogadas aqui e ali para a choldra – para roubar uma expressão de Elio Gaspari.

Abaixo, o texto publicado no portal Imprensa. Vale a leitura.

Em palestra no Masp, Gay Talese critica proximidade de jornalistas com o poder


Por Karina Padial
Redação Revista IMPRENSA

Mais de 200 pessoas lotaram o auditório do Masp na última terça-feira (7) para ouvir Gay Talese falar aquilo que vem repetindo no Brasil desde que chegou para uma série de eventos e palestras, a começar pela participação na Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, no dia 4.

Talese lembrou o começo de carreira, falou sobre o ofício do jornalista, confessou sua distância das novas tecnologias e contou os bastidores de algumas de suas grandes reportagens. O momento mais incisivo de sua palestra foi a crítica que fez aos jornalistas contemporâneos, segundo ele, muito próximos do poder e, por isso mesmo, menos críticos em relação ao governo. “Quando eu estava na redação, há 40 anos, éramos outsiders”, afirmou.

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8 Julho, 2009

Agora vai, Gilmar… Vai ter de debater!

Gilmar Mendes, presidente do STF. (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Gilmar Mendes, presidente do STF. (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Li no Comunique-se. O ministro Gilmar Mendes foi convidado a debater em audiência pública na Câmara dos Deputados sua posição pelo fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A audiência será nesta quinta-feira, a partir das 9h30. Essa é uma sessão a que todos deveriam comparecer. Provavelmente, ele não irá. Mas há sempre uma esperança, né?

Gilmar Mendes é convidado para audiência pública sobre o fim do diploma

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é um dos convidados para a audiência pública na próxima quinta-feira (09/07), que discutirá o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

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8 Julho, 2009

Outra entrevista de Talese

FLIP

Pessoas ordinárias, personagens extraordinários

Em passagem pelo Brasil como convidado da 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, Gay Talese fala ao Correio sobre jornalismo e a importância de contar histórias de gente comum


Nahima Maciel

Talese em Paraty: “Os jornais estão 24 horas atrasados. O jornalismo não deveria estar interessado no furo”  (Foto: Sérgio Fonseca/Divulgação)

Talese em Paraty: “Os jornais estão 24 horas atrasados. O jornalismo não deveria estar interessado no furo” (Foto: Sérgio Fonseca/Divulgação)

Gay Talese gosta de contar como os bons modos e o terno perfeitamente cortado ajudaram a causar boa impressão quando bateu na porta do diretor de redação do The New York Times para pedir emprego. Tinha 21 anos, acabara de se formar em jornalismo em uma universidade remota do Alabama e corria a década de 1950. Não havia emprego para o rapaz naquele momento, mas semanas mais tarde ele receberia um telefonema para trabalhar como servente na redação. Do cafezinho para as máquinas de escrever foi um caminho relativamente rápido. Talese conseguiu isso com a segunda característica que mais gosta de frisar em si mesmo. A paciência de gastar tempo com as pessoas comuns. “Pessoas ordinárias podem ser extraordinárias”, acredita, embora pouco tempo tenha dedicado ao “ordinário” em Paraty, onde esteve até domingo para a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

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3 Julho, 2009

Um conto: “A última pergunta”

Dos autores de ficção científica, um dos que considero mais fantásticos é Isaac Asimov. Estou lendo a trilogia A Fundação, absolutamente encantado com a narrativa, as idéias, o conceito de humanidade. Procurando, achei este belo conto, A última pergunta (The Last Question), originalmente publicado em 1956, e publicado em O Melhor de Isaac Asimov, em 1973. É considerado pelo próprio Asimov como o seu conto preferido.

Boa leitura.

A última pergunta

Isaac Asimov

Isaac AsimovA última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma.

Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.

Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.

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1 Julho, 2009

Um desabafo de João Lêndea

O texto que segue abaixo é de João Lêndea, pacato cidadão brasiliense, jornalista, 30 e tantos, aprendiz de feiticeiro e eterna vítima da própria raiva. É, como este escriba, um insensato guardião da própria paciência. Iniciou seu blog recentemente. Fez de sua trincheira digital um espaço para dar vazão aos seus próprios atropelos existenciais e observações muito singulares sobre o que é habitar, com um minímo de decência, este quarto planetinha do sistema solar, que gira em um dos braços espirais desta beleza que é a Via Láctea.

Vale a leitura, internauta.

Até TVs a cabo concluem: o mundo é dos néscios

por João Lêndea

“voche non fiu esto jaqueto no cadeira?” O simpático senhor acompanhou o autor ao cinemaEstatisticamente falando, não há para onde correr: o mundo é habitado, em esmagadora maioria, por idiotas. Simples assim. De vários tipos e em níveis alarmantes de imbecilidade. E, infelizmente, sou um deles. Adepto declarado do empirismo clássico, já comprovei. Todo mundo que se obriga a passar preciosos momentos da vida ao lado de cretinos irrecuperáveis, não pode ser mesmo muito mais do que um pobre imbecil. Mas não vamos tratar já de minhas fraquezas, sobretudo depois de eu ter sido agraciado com um boletim médico que me concedeu alta da casa de repouso.

Apenas para ficar em um exemplo, poderia aqui lembrar da tradicional política americana para mostrar, matematicamente, minha teoria: um idiota foi eleito e reeleito presidente dos Estados Unidos por milhões de outros idiotas. Para comprovar minha tese, no entanto, sugiro que façamos como Gilmar Mendes, elegante ministro do STF e beiçola nas horas vagas: saiamos às ruas. É no fervilhante e caótico mundo urbano que encontraremos farto material para estudo.

Você, amado leitor, deve ser um otimista incorrigível, como já o fui. Mas abra os olhos e veja por si mesmo. Está no trânsito? Olhe para o lado esquerdo. Não importa o número de carros trafegando. Mesmo com apenas meia dúzia de veículos, sempre, sempre, haverá um solícito cidadão dirigindo a 40 km do lado esquerdo da via quando a velocidade média é de 60 km. São motoristas que, em geral, utilizam o espelho interno para retocar a maquiagem ou para se ver cantando clássicos do quilate de Encontrar Alguém, do Jota Quest, enquanto se imaginam encontrando essa alma caridosa. Mas faz sentido: Por qual motivo ele(a) deveria dirigir devagar à direita quando pode tornar o trânsito muito mais excitante fazendo isso na faixa da esquerda?

Para ler o resto deste desabafo, clique aqui.

30 Junho, 2009

Goffredo da Silva Telles e a “Carta aos Brasileiros”

Goffredo da Silva Telles Jr. (Foto: Arquivo Folha Imagem/Ago.1977)

Goffredo da Silva Telles Jr. (Foto: Arquivo Folha Imagem/Ago.1977)

O advogado Goffredo da Silva Telles, que morreu no domingo em São Paulo, era um dos grandes do mundo jurídico brasileiro. Sua última intervenção pública foi por ocasião do lamentável episódio da Folha de S.Paulo, que qualificou a ditadura militar brasileira de “ditabranda”, no pior exercício de retórica de um editorial da imprensa brasileira nos últimos anos.

Em carta publicada na seção de cartas da Folha, o professor de Direito da USP, que em 1977 escreveu a célebre “Carta aos Brasileiros”, um libelo pela defesa do Estado de Direito, considerou “insuportável” a qualificação do jornal. Escreveu ele: “Assassinatos, perseguições, torturas, prisões iníquas, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes praticados naquela época por agentes do Estado. A relativização da perversidade desses crimes produz impacto aterrador”.

Goffredo saiu em defesa dos professores Fábio Comparato e Maria Victoria Benevides, defenestrados pelo jornal em razão de carta encaminhada por eles à Folha. Ao questionarem a posição do jornal, em relação à ditadura, os dois eméritos professores foram chamados de “cínicos e mentirosos”.

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28 Junho, 2009

Nagib Jorge Neto e a questão do diploma

O texto abaixo foi produzido pelo jornalista, escritor e contista Nagib Jorge Neto, um dos maiores repórteres brasileiros. É uma bela reflexão sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação ao diploma de jornalismo. Vale a leitura, porque Nagib é categórico ao apontar que a decisão é uma tentativa canhestra do presidente da corte, Gilmar Mendes, de suprimir conquistas e impor retrocessos.

O interessante, Nagib não diz, é que ele próprio não é formado em Jornalismo, embora tenha um diploma superior, o de Direito. O genial jornalista diz que a medida é um tiro no pé do sistema. “É inegável, pois, que a decisão do Supremo contraria os fundamentos do Estado do Moderno, as conquistas do século XX, numa reciclagem da “vontade geral”, sob o falso pretexto de defesa da liberdade de expressão e o argumento de que a exigência de diploma, de registro, tem base somente no decreto 972, de 1969, do período em que não havia liberdade de expressão intelectual, artística e científica”, escreve.

Leia a íntegra:

A vanguarda do atraso

Nagib Jorge Neto

O escritor e jornalista Nagib Jorge NetoA categoria não deve ficar espantada, ou desencantada, com a decisão do Supremo Tribunal e as ilações e sofismas do presidente do órgão visando justificar a dispensa de formação e registro para o exercício da profissão de jornalista. A medida é apenas uma tentativa de suprimir conquistas e impor um retrocesso, com velhas práticas definidas e reguladas pelo tacape do mercado. E faz parte de ações e reações antigas contra o jornalismo, os jornalistas, também outras profissões, numa escalada para enfraquecer as lutas sociais, estratégia que pode ser um tiro no pé do sistema.

Por dois ou três equívocos: supor que escrever, fazer artigos, ensaios ou ficção, assegura o domínio de técnicas inerentes às funções de repórter, redator e editor; admitir que qualquer escriba tem noção do fazer jornalístico e daí as empresas podem reduzir custos com pessoal, obrigações e questões trabalhistas; ou mais grave: ignorar o avanço da internet, que cresce como espaço de notícia e crítica, ameaçando a mídia impressa e eletrônica, com limites de espaço, da liberdade de informação e do debate público.

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27 Junho, 2009

Lula sacou o poder da blogosfera

Deu na Reuters:

Lula diz que Internet reduz poder
da imprensa tradicional

PORTO ALEGRE (Reuters) – A um mês do lançamento de um blog pelo Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o país nunca viveu um ambiente de liberdade de informação tão grande e, acredita que com o acesso cada vez maior à Internet, a imprensa tradicional está perdendo poder para os novos meios.

“Finalmente este país está tendo o gosto da liberdade de informação”, disse Lula em discurso no 10o Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre (RS).
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26 Junho, 2009

A emenda de Valladares

Li agora há pouco no site Comunique-se:

PEC torna obrigatório o diploma de
Jornalismo para o exercício da profissão

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
Do Comunique-se

A Proposta de Emenda Constitucional que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) irá apresentar na próxima quarta-feira (01/07) altera o artigo 220 da Constituição, que trata da livre manifestação do pensamento e da informação jornalística. Caso o texto seja aprovado, será acrescentado o artigo 220-A, que trata da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“O exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei”, diz o texto.

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26 Junho, 2009

Plebe no Correio Braziliense

Em paz com a maturidade, Plebe Rude racha o concreto com um pacote de projetos que inclui a gravação de um DVD ao vivo na cidade (Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

Em paz com a maturidade, Plebe Rude racha o concreto com um pacote de projetos que inclui a gravação de um DVD ao vivo na cidade (Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

Hoje tem uma bela reportagem sobre a Plebe, que faz um ensaio aberto, no O’Rilley, na 409 Sul, na capa do Correio Braziliense. O texto é de autoria de Tiago Faria. Aliás, espero que com a chegada do jornalista e poeta José Carlos Vieira, o nosso querido Zé, o rock’n'roll ocupe mais páginas no jornal candango, que já foi referência na vida cultural da cidade. Nos últimos tempos, o diário deixou de fazer uma cobertura sistemática do rock brasiliense, optando por relegar a um espaço exíguo – poucas páginas, uma coluna à sexta – a cena cultural daqui. Oxalá, Zé consiga colocar nas páginas o que seu imenso bom gosto e conhecimento sempre nos brindou reservadamente.

A idade da fúria

Tiago Faria

Uma cena inusitada rasga o cotidiano de Brasília. É meio-dia e o calor ferve o asfalto do Eixo Monumental. Na fachada sul do Teatro Nacional, dois homens altos se equilibram nas vigas que sustentavam os cubos de Athos Bulcão, tirados para reforma em 2008. Um deles veste terno e não larga o telefone celular. Juntos, eles posam para o fotógrafo do Correio. A imagem, ainda que esquisita, não chega a perturbar o corre-corre da hora do almoço. A cidade não para. “Vamos subir essa rampa. Aquela parede cheia de pregos. É tipo Hellraiser”, orienta André X, o baixista de terno. “Você tá parecendo o cara do Matrix”, brinca o guitarrista Philippe Seabra. Eles soltam risadas. E o sol não perdoa.

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26 Junho, 2009

Enfim, a voz da razão

O mestre José Paulo Cavalcante Filho, em artigo publicado na Folha de S.Paulo desta quinta-feira, 25 de junho, vai na mosca ao falar sobre a sandice cometida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Ele aponta que cabe aos parlamentares regulamentarem o assunto: “(…) cumpre agora esperar por legislação específica do Congresso Nacional – a quem cabe, com mais propriedade e mais legitimidade, estabelecer requisitos para o exercício das profissões. A ele cumprindo, afinal, decidir se o diploma deve ser mesmo exigido”.

Leia a íntegra do artigo dele, abaixo.

Ser ou não ser
(diplomado), eis a questão

Cumpre agora esperar por
legislação específica do Congresso,
a quem cabe estabelecer requisitos
para o exercício das profissões

José Paulo Cavalcanti Filho

Não, o diploma dos jornalistas não acabou. A decisão do Supremo Tribunal Federal, na última semana, limitou-se a dizer que o decreto-lei 972/69 era incompatível com a Constituição democrática de 1988. Mais nada.

E merece elogios – por pretender, esse monstrengo da redentora, exercer o controle do jornalismo a partir do Estado. Era nele que estava, em regra acessória (artigo 4º, V), a exigência de diploma para registro dos jornalistas no Ministério do Trabalho.

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26 Junho, 2009

Dines e o day after

O veterano Alberto Dines, no Observatório da Imprensa, volta à questão do diploma e antevê uma mudança de posição dos jornalões. Leia o texto abaixo:

As emoções do dia seguinte

Alberto Dines

As edições de quinta-feira (25/6) do Globo e da Folha de S.Paulo ofereceram sinais de que a grande imprensa está disposta a rever o insensato apoio a duas recentes decisões do Supremo Tribunal Federal relativas à atividade jornalística.

No Globo, um abundante noticiário (pág. 10) reproduziu o debate do dia anterior sobre o Direito de Resposta, promovido pela Escola da Magistratura do Rio.

Convém lembrar que no fim de abril, a grande mídia exultou com a decisão do STF extinguindo integralmente a Lei de Imprensa. Arrependeu-se logo depois porque a liquidação pura e simples da lei sem algo que a substituísse deixou um perigoso vácuo legal. Agora, ao participar do evento dos magistrados (que precisam de leis para basear seus veredictos), fica visível ao leitor que o jornalão carioca está reconsiderando o assunto.

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26 Junho, 2009

Uma piada: Gilmar Mendes

Em dias sombrios, nada melhor do que rir.

25 Junho, 2009

Farrah Fawcett, 62

A Farrah Fawcett foi minha primeira paixão. Platônica, claro. Eu era criança e ela era a Jill Munroe, a investigadora mais gata que trabalhava para Charlie. Era a preferida entre as Panteras, o seriado que marcou a minha infância.

Sonhava com a atriz, que era então casada com meu rival, Lee Majors. O maldito era o homem de seis milhões de dólares. Era Steve Austin. Boa pinta, biônico, valendo uma quantia que hoje parece troco de pinga em escândalo político no Brasil.

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