Feliz Natal

A todos os meus querid@s, aqueles e aquelas a quem faltei, falhei, àquel@s que se foram e ainda estão viv@s no meu coração, ou que, de uma maneira ou outra, decepcionei… Também para aqueles e aquelas que estão próximos, mas a quem tenho visto pouco. Aos colegas e ex-colegas de trabalho, aos amig@ e parentes, aos chegados e distantes, enfim, também a todos vocês, que de uma maneira ou outra, fizeram que eu chegasse aqui, aos 45, vivo, carranca que se desmancha, sentimentalóide, saudoso e risonho… Meu obrigado. Por tudo! Feliz Natal, querid@s.

Beijos & xêros

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Amaury Ribeiro fala sobre o livro “A Privataria Tucana”

Acima, o vídeo com a entrevista de Amaury Ribeiro Jr. É é o autor do livro mais importante publicado neste século sobre os bastidores da era dourada da privatização, promovida no governo Fernando Henrique Cardoso. O livro saiu na sexta, 9. Comprei no sábado. Já li a obra de Amaury, colega dos tempos de Correio Braziliense. É simplesmente assustador. Ele desnuda como se deu o maior assalto aos cofres públicos brasileiros por políticos do PSDB. E anexa documentos. Não deixem de ler. Está à venda aqui, aqui e aqui.

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45 anos de vida

45 anos de vida

Em 1966, o mundo era mais simples.
Os Beatles estavam no auge.
Os Stones tinham acabado de lançar Paint it Black.
Os Kinks mandavam Sunny Afternoon.
O Brasil vivia sob a ditadura militar.
E eu, eu… Eu nasci naquele ano.
Lá se vão 45 anos!
Se você estiver de bobeira, dê um pulo hoje no Velvet Pub, na 102 Norte.
A Invasão Britânica vai fazer um show.
E eu estarei comemorando meu aniversário.
Compareça. Mas chegue cedo. Depois das 23h, será complicado entrar.
Aguardo vocês!!!

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Para Lula

Essa é para ti, guerreiro!

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“Cabo Anselmo, agente e algoz”, um artigo de Nagib Jorge Neto

O escritor e jornalista Nagib Jorge Neto* Nagib Jorge Neto

Não há dúvida que a Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, tem de zelar pelos princípios do direito e o sentimento de Justiça. Talvez por isso, ou por outras razões, haja a impressão de que seus integrantes estariam perplexos, sem rumo, de sorte que não têm uma posição clara sobre o pedido de anistia do ex-cabo Anselmo, ou Jônatas, pois a letra da lei teoricamente asseguraria sua pretensão. Noutras palavras, os membros da Comissão de Anistia estariam confusos, temerosos, admitindo que o ex-líder dos marinheiros foi vítima da ditadura, daí ser justo conceder a reparação do seu direito, das perdas que sofreu naquela fase.

Nada mais estranho, ou curioso, porque Anselmo dos Santos tem um passado de delator que não começa exatamente em 1970, pois vem desde as agitações de março de 1964. Assim, depois do golpe, em abril de 1964, o então cabo Anselmo conseguiu, no dia 9, asilo na Embaixada do México, onde tentou convencer alguns companheiros a sair e sublevar a Marinha, proposta que ninguém aceitou. Então deixou a Embaixada no dia 22, sendo preso no dia seguinte, num apartamento em Laranjeiras, com uma pistola calibre 44 “que o líder comunista não teve condições de usar”, segundo informação da polícia.

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Para entender a crise do capitalismo

Aqui, David Harvey explica a crise do capitalismo e questiona se não é hora de olhar para além desse sistema econômico e social, caindo de podre… Recomendo incluir as legendas, no botãozinho “CC”.

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Renato Russo vive!

Por Olímpio Cruz Neto

Renato Russo, à frente do Aborto Elétrico, em 1980

Renato Russo, à frente do Aborto Elétrico, em 1980

Há 15 anos, em 11 de outubro de 1996, o Brasil perdia Renato Russo, o maior compositor do rock brasileiro dos anos 80 e 90. Naquele dia, um dos mais irriquietos cantores e poetas do Brasil cerrava os olhos e entrava para a galeria de mitos do rock’n'roll, tornando-se referência constante para a juventude brasileira, ansiosa por sua poesia marcada pela ética e pelo amor. Renato, além de um excepcional letrista, foi um grande cantor e um artista complexo, em permanente estado de ebulição.

O jovem Renato Manfredini Júnior morreu, mas a gigantesca sombra do mito permanece. Para muitos, parece mesmo que ele jamais se foi. Pudera. O culto à Legião Urbana e Renato continuou crescendo à medida que seu trabalho ganha mais fãs e suas composições, novos intérpretes. Sim, porque a Legião Urbana continua sendo citada em entrevistas e gravada por bandas e músicos. Senão, vejamos… Nos últimos anos, os Paralamas do Sucesso lançaram o seu “Acústico” ancorado em “Que país é este?”… Capital Inicial incluiu em seus shows a mesma canção, embora tenha diversas outras gravadas com a assinatura de Renato… Jerry Adriani lançou “Forza Sempre”, um disco todo em cima do repertório da Legião, vertido para o italiano… Os Titãs gravaram “Sete Cidades”… O Barão Vermelho gravou “Quando o sol bater na janela do teu quarto”… O Ira! gravou “Teorema”… Zélia Duncan, “Quase sem querer”… Fora os filmes que ganharão as telas de cinema nos próximos meses: “Faroeste Caboclo”, “Rock Brasília”, “Somos tão jovens”…

Poucas vezes, no rock brasileiro, um artista foi elevado à condição de semi-deus. Talvez apenas Raul Seixas, outro grande nome da música brasileira. Os discos da carreira solo de Renato, bem como toda a obra da Legião, continuam em catálogo, vendendo sempre bem nas lojas. Existem mais de 4,5 milhões de citações em páginas que mencionam ou destacam Renato Russo e à sua obra na internet. Muitas construídas pelos fãs. A fama, como se vê, só aumentou com o seu desaparecimento, uma regra na construção dos mitos do rock.

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Para Steve

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Steve Jobs, 56

Steve Jobs

Dia muito triste. O Leonardo da Vinci do século 21 morreu. Não preciso dizer da importância desse visionário. Nem exagero quando digo que um gênio desses nasce poucas vezes na Terra. Fundou a Pixar, do lindo filme “Wall-E” ou do maravilhoso “Procurando Nemo”, e a Apple, que trouxe às nossas vidas iPod, iPad, iPhone, iMac…

São tantos vislumbres e lampejos da mais luminosa criatividade desse perfeccionista que encantou até aqueles que não amam tecnologia… O legado é bonito e cativante. Eu poderia apontar como ele deixou tantos caras inspirados. De artistas a designers, músicos, jornalistas, escritores…

Mas não vou falar mais nada. Deixarei aqui um discurso dele na Universidade de Stanford, que é uma pérola literária e de encantamento.

Eis aqui:

Você tem que encontrar o que você ama

“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

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Uma cancão: “Over the rainbow”

Essa canção é um daqueles standards da música americana que não envelhecem e ficam mais e mais belos e comoventes. O registro é de um show do genial Les Paul, durante apresentação dele no Iridium, em Nova York, em maio de 2009. É a parte final de um excepcional documentário, “Les Paul – Chasing Sound”, produzido pela tv pública americana PBS, que está passando no Multishow. Les Paul morreria poucos meses, em 12 de agosto. Essa vai como homenagem ao meu velho, Nonato Cruz, que faria hoje, 31 de agosto, 75 anos. Cheiro, meu pai. Saudades…

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Uma para curtir

Nesta terça-feira, 30 de agosto, a Câmara dos Deputados rejeitou, por 265 votos contra 166, o pedido de cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela respondia a processo por quebra de decoro parlamentar por ter sido flagrada, em vídeo, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, pivô do esquema do chamado “mensalão do DEM”. Vinte parlamentares se abstiveram.

Então, para você que está irritado, eu resolvi colocar uma canção para que o caro (e)leitor possa curtir. E, lembre-se da mãe da deputada, dona Weslian, severamente a favor de “defender toda aquela corrupção”…

É por aí.

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Riomar Trindade, 66

Riomar Trindade

Riomar Trindade

Acabo de saber da morte do jornalista Riomar Trindade, um velho amigo, com quem trabalhei aqui em Brasília. Morreu na quinta-feira, aos 66 anos. Gaúcho de Santana do Livramento, Riomar Trindade teve passagem por vários jornais. Aqui em Brasília, estivemos juntos no Jornal do Brasil e no Correio Braziliense. Na década de 70, ele foi repórter de O Globo, tendo passado pela Gazeta Mercantil, Estadão e Correio Braziliense. É um sábado triste. Estou pasmo porque já estava passado por conta da morte do Rodolfo Fernandes, que faleceu neste sábado à tarde. Esta canção do Paul McCartney vai pro velho amigo Rio. Descanse, valente guerreiro. Saudades…

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Sobre o jornalismo wando

Não conhecia a expressão, “Jornalismo Wando”. Minha amiga Cynara Menezes e outros tuiteiros, como Will Mummy, cunharam o termo. Eu gostei. Mas, confesso, já tinha minha própria tipologia para isso. Sempre chamei essa coisa meiga de repórter de “jornalismo candinha”. Que virou padrão na televisão, principalmente na Globo.

E o que diabos é o jornalismo wando? É essa maneira superficial que alguns coleguinhas adotam para abordar personagens que entrarão em suas reportagens ou entrevista. É o novo must na profissão.

Lembrei-me imediatamente deste quadro da antiga TV Pirata, com Regina Casé fazendo uma paródia da jornalista Leda Nagle, uma verdadeira pioneira na arte de trasnsformar jornalismo em showrnalismo ou simples entretenimento.

Divirtam-se!

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Nassif acerta. De novo.

Os efeitos do jornalismo de esgoto

por Luís Nassif

Luís Nassif

O jornalista e blogueiro Luís Nassif: "O episódio Murdoch-Oslo deve servir de reflexão não apenas na Inglaterra, mas sobre a comunicação de massa em geral".

Um dos pontos centrais das políticas de direitos humanos é o chamado direito à privacidade. Desde que não afete a vida de terceiros nem desrespeite as leis, toda pessoa tem o direito à sua privacidade.

O caso Murdoch expôs uma das características mais repelentes do jornalismo-espetáculo e do jornalismo “partido político”: a exposição da vida de pessoas, os ataques pessoais, os chamados assassinatos de reputação como ferramentas não apenas para aumento de audiência, mas como arma política.

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Amy Winehouse

ooooh, i bet you’re wond’rin’ how I knew
’bout your plans to make me blue…

amy, we love you!

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